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Projeto Entre Semestres

No mês de fevereiro estaremos dando um foco a trabalhos de coberturas e reformas, com o objetivo de atualização de portfólio.
 

Esse período nasce da necessidade natural de revisitar histórias.
Coberturas e reformas não são apenas correções estéticas — são processos de escuta, leitura e reconstrução simbólica. Muitas vezes, a tatuagem que incomoda hoje foi feita em outro tempo da vida, sob outras escolhas, outros afetos, outro estado emocional. Fevereiro se torna, então, um espaço de transição: entre o que já não representa mais e o que pode surgir a partir disso.

Ao trabalhar com coberturas, o olhar precisa ser ainda mais cuidadoso. Existe uma imagem anterior, uma memória já inscrita na pele, uma limitação técnica que exige precisão e estratégia. O desafio não é apagar, mas transformar. Entender o que aquela marca carrega, o que precisa ser ressignificado e como construir uma nova narrativa visual que dialogue com o corpo, com a anatomia e com o momento atual de quem carrega essa tattoo.

As reformas seguem a mesma lógica. Nem sempre o problema está na ideia, mas na execução, no envelhecimento da tinta, na leitura visual ou na forma como a tatuagem se comporta no corpo com o passar dos anos. Reformar é ajustar contraste, fluxo, peso, composição — devolver clareza e intenção ao que já existe.

Esse foco em fevereiro também reflete um momento de amadurecimento do meu próprio trabalho. Atualizar o portfólio não é apenas reunir imagens novas, mas aprofundar o repertório técnico, artístico e simbólico dessas transformações. Cada cobertura e cada reforma realizada nesse período passa a fazer parte de um estudo contínuo sobre percepção, memória, corpo e identidade.

Se você sente que carrega uma tattoo que não conversa mais com quem você é hoje — seja por escolha, fase da vida, relacionamento ou simplesmente evolução pessoal — fevereiro é um convite para olhar para isso com calma. Conversar, entender possibilidades reais e construir uma solução que respeite tanto o limite técnico quanto a sua história.

Mais do que esconder o passado, a proposta é integrá-lo de forma consciente, criando uma nova leitura que faça sentido agora.

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