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Biografia do Artista

Clêisson Niz atua como tatuador desde 2018, desenvolvendo um trabalho autoral que alia escuta, sensibilidade e desenho adaptado ao corpo. Atualmente é estudante de Bacharelado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com foco de produção em desenho e fotografia.

Sua poética visual nasce do encontro entre o acaso e o cotidiano — aquilo que se oculta nas frestas do tempo, nas margens da atenção. Através da fotografia, Niz busca registrar momentos que escapam ao olhar apressado, mas que, uma vez fixados na imagem, revelam camadas de pertencimento, solidão, medo e também de solitude. Seus registros não dependem de grandes aparatos técnicos: utiliza o que está ao alcance — um celular, uma câmera com lente manual — para priorizar a presença do instante em vez da perfeição formal. O que importa é a essência, não a nitidez.

​Essa mesma escuta sensível atravessa sua prática como tatuador. O contato cotidiano com diferentes pessoas, histórias, desejos e imaginários transforma cada sessão em uma experiência de criação compartilhada. Conversas paralelas, livros, palestras e vivências alimentam um arquivo orgânico de referências que transbordam dos papéis para a pele, e da pele para o mundo.

 

Em sua trajetória, também recebeu prêmios em convenções como a Xangri-lá Tattoo Ink (2020) e a Arte Tattoo POA (2022), sempre apresentando trabalhos autorais voltados à experimentação visual e narrativa.

Niz compreende sua atuação como artista visual e tatuador como um campo de atravessamentos — onde a imagem, seja ela impressa no papel ou na pele, se torna instrumento de reflexão, afeto e encontro. Sua arte é tanto gesto quanto escuta: um convite silencioso para perceber o invisível que nos rodeia todos os dias.

Declaração do Artista

Minha produção surge do encontro entre o acaso e o cotidiano — esse território silencioso onde a vida acontece sem pedir permissão. Na fotografia, busco aquilo que escapa: gestos quase invisíveis, movimentos da luz, pequenos intervalos do tempo que, à primeira vista, poderiam passar despercebidos. Quando fixados pela imagem, esses instantes revelam camadas de pertencimento, solidão, medo e, sobretudo, uma forma de solitude que acolhe quem observa.

Trabalho com o que está ao alcance das mãos — um celular, uma câmera antiga, uma lente manual imperfeita. Não procuro a nitidez absoluta, mas a fricção entre o gesto e a intenção. O que importa é a vibração daquele instante, sua textura emocional. A imagem nasce menos da técnica e mais da presença: estar ali, atento ao que normalmente se perde.

Minhas referências não se impõem; brotam do cotidiano, da escuta e das relações. A prática como tatuador me coloca diante de narrativas íntimas: histórias interrompidas, desejos contidos, marcas que querem se transformar em imagem. Enquanto fotografo o mundo, também escuto o mundo — nos clientes, nos artistas, nos livros, nas conversas paralelas, nas caminhadas solitárias. Cada troca alimenta uma rede de percepções que atravessa tanto a fotografia quanto a arte na pele.

Ser tatuador e artista visual, para mim, não são papéis separados. É o mesmo movimento de olhar. Na fotografia, capto aquilo que está prestes a desaparecer; na tatuagem, transformo esse mesmo impulso em gesto permanente. Um registro é feito de luz, o outro é feito de pele — mas ambos procuram tocar o invisível que habita o cotidiano.

Vejo minha atuação como um campo de atravessamentos. A imagem impressa no papel ou na pele torna-se um espaço de encontro entre memória, presença e afeto. Cada marca, cada fotografia, cada linha desenhada carrega a tentativa de ampliar o íntimo e torná-lo habitável, compartilhável.

No fundo, meu trabalho busca abrir fendas para que cada pessoa — seja ao olhar uma fotografia, seja ao receber uma tatuagem — possa se reconhecer no silêncio dos próprios gestos, nesse lugar onde a arte não apenas representa, mas acompanha, transforma e devolve sentido ao que muitas vezes passa despercebido.

Abordagem

A abordagem artística de Cleisson Niz é marcada pela sensibilidade aos detalhes e a busca pela beleza nas sutilezas. Cada obra é fruto de um processo criativo que valoriza a escuta ativa e a observação atenta do mundo ao seu redor.

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Originalidade

A originalidade é a essência de cada criação de Cleisson Niz, que busca romper padrões e explorar novas possibilidades, refletindo sua personalidade e singularidade.

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Expressão

A expressão artística de Cleisson Niz é uma fusão de emoção e técnica, onde cada pincelada e traço comunica uma narrativa única e poderosa.

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